Social Icons

Páginas

sábado, 28 de abril de 2012

Imigrantes fazem do Brasil a sua nova moradia


bolivianos procuram abrigo no Brasil
É possível notar que todos os dias nas rodoviárias ou aeroportos do estado de São Paulo, o número de imigrantes estrangeiros está cada vez maior. Muitos vêm para mudar de cidade, e buscar uma melhor qualidade de vida. É o que acontece com diversos imigrantes bolivianos que entram no país, por vezes de maneira ilegal, com a esperança de uma vida melhor, porém, muitos deles acabam em trabalhos clandestinos, recebendo um baixo salário e tendo que sustentar suas famílias da maneira que menos desejavam.

Segundo o Consulado, o número de bolivianos no país é alto e não são todos que possuem sua situação regularizada. “Nós conhecemos o registro de 64.406 cidadãos bolivianos no Brasil, dos quais 90% se encontram em São Paulo. 100mil estão realizando tramites de regularização migratória e temos um aproximado de outros 150mil que devem efetuar essa regularização.” informou Jaime Valdívia, Cônsul da Bolívia em São Paulo. A maioria desses imigrantes se estabelece nas regiões centrais da capital, como Brás e Bom Retiro, e aqueles que possuem menos poder aquisitivo, buscam por moradia nas periferias de Guaianazes e São Miguel. Sabe-se que esse número resulta da mão de obra barata que a cidade dispõe à esses imigrantes, e que boa parte se instalada nas oficinas de costura da capital. “A procura da indústria brasileira de mão de obra fina e barata é grande em São Paulo, em particular, no mercado têxtil e confecção. Soubemos que mais de 70% dos vestuários das pessoas em São Paulo, está confeccionada pelas hábeis mãos bolivianas.” completa Valdívia.     
     
            Esse foi o destino de Ana Gonzales, que em 2007 deixou a casa em El Alto e veio com o marido e dois filhos para a capital paulista. Aqui a família enfrentou preconceito, dificuldade para conseguir emprego e em conseqüência disso, problemas financeiros. “Foi difícil conseguir, porque a gente não conhecia nada aqui e não falávamos português muito bem.” informa Ana. Ela conta que após o nascimento do terceiro filho, a situação ficou mais complicada, “Eu não esperava ficar grávida e meu marido fez hora extra no trabalho durante quase um ano, para manter as contas em ordem. Até eu arrumar trabalho de costureira onde estou até hoje”. Ana trabalha em uma oficina na Zona Oeste da cidade, localizada nos fundos de uma casa comum, a microempresa emprega por volta de 12 funcionários. O salário pago semanalmente, segundo Ana, contribui para a alimentação dos filhos e duas contas da casa. Enquanto a remuneração do marido, paga o aluguel e o restante das despesas. Contudo, Ana diz que está satisfeita com a vida que leva aqui, “Ainda não fiz tudo o que gostaria, sinto falta da minha família na Bolívia, mas não das necessidades que passei lá. São Paulo é diferente, mas estamos certos de que a vida dos nossos filhos será muito melhor aqui.”.
           
Oficina de Costura clandestina
            Aos mais necessitados, o Consulado dispõe de uma Unidade Consular instalada nos bairros do Brás e Mooca, onde a concentração de oficinas de costura é maior, para atender os imigrantes que buscam por regularização e orientação. O Cônsul conta que existem projetos que ajudam a adaptação na cidade. “Outra organização importante é o Centro de Apoio ao Migrante, o CAMI, que oferece aulas para aprender o português, informática, orientação de direitos sociais, migratórios etc.” E em casos de urgência, podem contar com o apoio de ações como o projeto “A Casa do Migrante” promovida pela Igreja católica que auxilia em causas sociais recolhendo e alimentando os indivíduos de maneira segura. “Contamos também com a ajuda da denominada ‘Casa do Povo’, presidida por um pastor evangélico que ajuda nos casos urgentes em particular, incêndio, abandono, repatriações e outros casos que não sejam necessariamente religiosos.” completa Valdívia.

0 comentários:

Postar um comentário